O mês de novembro começou e é a partir dele que a maioria das
empresas começa a organizar as festas de confraternização.
Depois de um ano cheio de atividades é hora de comemorar
resultados e vitórias coletivas e por que não, as pessoais. Tempo
de entrar no clima de Natal e posteriormente, do Ano Novo. É um
período de muita festa, primeiro entre colegas de trabalho e
chefes e, depois, entre os familiares e amigos. Parece tudo muito
bom, mas o perigo é está à deriva. Para os que tem o hábito de
extrapolar na bebida, atenção redobrada.
A gestora de RH, Vianei Altafin, que também é diretora da
Inthegra Talentos Humanos alerta que diferente do que muitos
pensam, essas ocasiões podem comprometer o funcionário. “As
pessoas precisam se atentar que não é uma festa particular, mas
uma ação corporativa, uma festa promovida pela empresa e o
bom comportamento vale para todos, sem distinção hierárquica”,
diz Vianei.
Como em qualquer festa, todos chegam perfumados, limpinhos e
sóbrios, porém, por exagerarem na bebida, alguns falam o que
não devem, saem embriagados, suados, descalços e
descabelados, e cometem outros deslizes deselegantes. “É claro
que a festa visa estreitar relacionamentos e promover momentos
de diversão, mas, no mercado altamente seletivo, a maneira como
as pessoas se comportam ou a imagem pessoal pode ser fator
decisivo na hora de uma promoção, por exemplo”, esclarece
Vianei.
Tanto se fala em cuidar da imagem pessoal, por isso, nessas
ocasiões a gestora reforça que a maneira como agimos, reflete o
que somos no dia a dia. “Então onde quer que estejamos,
precisamos passar credibilidade e mostrar que somos
responsáveis, principalmente nas confraternizações profissionais, a
extensão do ambiente de trabalho”, disse Altafin.
Na hora que o buffet começar a servir, a gestora orienta a respeitar
a fila, comer com equilíbrio e não falar com a boca cheia. Nada de
misturar bebidas e beber em excesso. “Se no dia seguinte tiver
expediente, o funcionário deve chegar no horário e bem disposto”,
ressalta a gestora.
Além de não extrapolar nos comes e bebes, outra orientação de
Altafin é não levar acompanhante porque segundo ela, a pessoa
poderá ficar sem lugar e sem assunto. E por falar em assunto
nada de misturar o pessoal do profissional, fazer fofocas, falar mal
do próximo ou ficar a vontade demais com o colega ou o chefe.
Muitas empresas contratam bandas, Dj ou música um som para
animar a festa. Nesse quesito, o maior erro dos convidados é
dançar de forma provocante e aproveitar o microfone para fazer
discursos. Vianei afirma que isso denigre a imagem das pessoas e
promovem as piadinhas e conversas paralelas pós-festas.
Traje
Cada empresa promove um estilo de festa. Então, para não fazer
feio, a dica é checar qual o traje e fazer bonito, porém sem tantos
exageros. “Roupas curtas e justas, com decotes exagerados
devem ser evitados. Se a festa for mais social e optar por saltos
altos, o sapato deve ser confortável para não ter que tirá-lo. Não
pegaria bem. Para os homens, a vestimenta também deve ser
considerada uma maneira de preservar a imagem pessoal. Cabelo
bem arrumado, uma camisa bem passada com uma calça mais
social para uma festa mais formal, é um bom traje”, conclui Vianei
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